Resumo:
Este artigo analisa as políticas de formação continuada para docentes nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) brasileiras, investigando assimetrias regionais, de porte institucional e lacunas temáticas. A partir de uma análise documental dos sites de 69 universidades federais, o estudo identifica um cenário crítico de invisibilidade e omissão: 67% das IFES do Nordeste e 71% do Norte não explicitam iniciativas de formação, uma carência que atinge 72% das universidades de menor porte. As lacunas temáticas são igualmente graves, com a total ausência do feedback literacy e a abordagem de temas como inclusão e metodologias ativas em menos de 15% dos programas. Discute-se o papel da Pedagogia Universitária, materializada nas Assessorias Pedagógicas, como campo mediador essencial para superar abordagens meramente tecnicistas. Conclui-se que a efetivação da formação continuada exige políticas compensatórias – como consórcios interinstitucionais – , a inclusão de eixos transversais e a transparência na vinculação de recursos, consolidando as IFES como espaços verdadeiramente democráticos.
Palavras-chave:: Formação docente; Ensino superior; Assimetrias regionais; Pedagogia universitária; Políticas internacionais.
